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	<description>Revista Animação e Educação</description>
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		<title>Hoje as Crianças, Amanhã o Mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 22:32:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje as Crianças, Amanhã o Mundo Cátia Sequeira: catia.sequeira@aidglobal.org &#160; Cátia Sequeira é formadora certificada pelo Conselho Cientifico-Pedagógico da Formação Contínua, Licenciada em Desenvolvimento Comunitário e Mestre em Psicologia Comunitária. Desde 2006, acumula experiência ao nível da formação, bem como da concepção, implementação e avaliação de projectos para diversos públicos, em diferentes contextos e em várias áreas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/hoje_as_criancas_amanha_o_mundo.pdf"><img class="alignnone size-full wp-image-1082" title="pdf" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2009/11/pdf.jpg" alt="" width="32" height="32" /></a> <a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/hoje_as_criancas_amanha_o_mundo.pdf"><strong>Hoje as Crianças, Amanhã o Mundo</strong></a><br />
<strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/Foto-Catia_Sequeira.jpg" rel="lightbox[2378]"><img class="alignleft size-full wp-image-2379" title="Foto-Catia_Sequeira" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/Foto-Catia_Sequeira.jpg" alt="" width="180" height="187" /></a>Cátia Sequeira:</strong></p>
<p><a href="mailto:catia.sequeira@aidglobal.org">catia.sequeira@aidglobal.org</a></p>
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<p>Cátia Sequeira é formadora certificada pelo Conselho Cientifico-Pedagógico da Formação Contínua, Licenciada em Desenvolvimento Comunitário e Mestre em Psicologia Comunitária. Desde 2006, acumula experiência ao nível da formação, bem como da concepção, implementação e avaliação de projectos para diversos públicos, em diferentes contextos e em várias áreas de acção, entre as quais se destaca a Educação para o Desenvolvimento, no âmbito da qual geriu duas edições do projecto “Educar para Cooperar”, junto de alunos e professores, de diferentes níveis escolares e estabelecimentos de ensino, tendo sido também gestora do projecto “MOVA – Movimento Organizado para o Voluntariado e Associativismo” e ainda responsável pela gestão de um dos cursos de Educação para o Desenvolvimento para professores levado a cabo pela AIDGLOBAL.</p>
<p>É membro da actual Bolsa de Formadores do Conselho Nacional da Juventude, participando voluntariamente nesta plataforma, em representação da associação juvenil “International Friendship League” (IFL), com a qual colabora desde 2004, em projectos de inclusão social, e de cariz cultural e educacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/1_Susana_Damasceno.jpg" rel="lightbox[2378]"><img class="alignleft size-full wp-image-2380" title="1_Susana_Damasceno" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/1_Susana_Damasceno.jpg" alt="" width="180" height="270" /></a>Susana Damasceno</strong></p>
<p><a href="mailto:susana.damasceno@aidglobal.org">susana.damasceno@aidglobal.org</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Susana Damasceno é docente do Ensino Básico 2º ciclo e ainda licenciada em Língua e Cultura Portuguesa pela Faculdade de Letras de Lisboa. Tem uma Pós-graduação no Ensino do Português como Língua Não Materna e um Curso de Especialização em Cooperação para o Desenvolvimento pelo Instituto Nacional de Administração. De 1996 até 2006 trabalhou como docente até que em 2005 fundou a AIDGLOBAL – Acção e Integração para o Desenvolvimento Global, uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento que tem como áreas de acção a Cooperação para o Desenvolvimento, a Educação para o Desenvolvimento, Migrações, Formação e Voluntariado. Desde então, tem assumido o cargo de Presidente da Direcção e é responsável pela gestão da Organização, coordenação de projectos, execução de projectos e captação de Recursos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Entrevista Professor Hector Muñoz Cruz</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 19:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Colegio de México]]></category>
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		<description><![CDATA[ANAE: O professor Hector veio falar-nos sobre a complexidade da educação. Qual a motivação que o levou a estudar essa complexidade na sua investigação? Professor Hector Muñoz Cruz: Eu estou convencido que a educação é um domínio e uma face social estratégica que pode ter um potencial enorme de transformação tanto para o indivíduo ajudar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ANAE: O professor Hector veio falar-nos sobre a complexidade da educação. Qual a motivação que o levou a estudar essa complexidade na sua investigação?</strong></p>
<p><strong>Professor</strong> <strong>Hector Muñoz Cruz</strong>: Eu estou convencido que a educação é um domínio e uma face social estratégica que pode ter um potencial enorme de transformação tanto para o indivíduo ajudar como para as instituições. Então é considerado um reforço permanente para que a educação se ajuste, responda às necessidades, que a comunicação educativa entre professor e estudante seja muito mais produtiva… não digo a parte didáctica porque me faltaria preparação para chegar a essa parte mais “fina”, mas parece-me importantíssimo descobrir os detalhes das interacções e da comunicação das aulas. Temos dois exemplos, há mais, mas dois exemplos que me parece muito importantes: um o problema da informação e do conhecimento pela forma em que existe a interacção entre professor e aluno, a informação que resulta daí é muito normativa e muito vertical, então muitos professores esperam que os alunos repitam o que ele disse, que reproduzam o que ele disse ficando num estancamento conceptual muito lamentável pois o aluno vai-se habituando a uma atitude passiva, receptora, não critica… Parece-me que isso é um sinal do nosso pouco desenvolvimento, tem de ser evitado… Em outras aulas universitárias há pouca interrupção do conhecimento, muito tem a ver com os outros professores, porque não se espera que os alunos tenham uma atitude critica, que revejam os conteúdos… o que esperamos é que digam coisas que estejamos de acordo. Esse é um problema muito sério, porque um educador, um pesquisador da educação tem que ajudar a sensibilizar. Bem, e outra coisa que a mim me parece necessário comentar nesse momento é que os professores universitários não podem intencionar a escrita com uma ferramenta de aprendizagem. Dar um curso de história, um curso de sociologia, um curso qualquer, nunca ajuda um aluno em sua linguagem académica, o que é lamentável, pois a educação superior, sobretudo tem como apoio, como objectivo fundamental a escrita, ver nela uma dificuldade e não uma boa ferramenta a nosso favor. Assim temos, nós que estudámos linguagem, ver na medida em que há melhores habilidades comunicativas, se podem haver melhores habilidades cognitivas, intelectuais, uma vez que há uma saudável conexão entre ambas as coisas. A mim motiva-me muito esse aspecto do desenvolvimento mais integral da pessoa. Creio que faz muita falta neste mundo porque nós estamos vendo todo o dia na televisão, no comércio uma tendência receptora, consumidora e às vezes parece-me isso mais fácil, e creio que prejudica muito a nossa capacidade crítica. Parece-me um factor de troca importante. Outra motivação, tendo em conta que sou xileno, vim do México por um problema político. O México tinha uma ditadura militar, logo tem que se sair do pais por ideias políticas, então parece-me que a população indígena é um bom motivo de consciência para ajudar a contribuir no campo da sociedade, para que as coisas mudem para melhor, e eu penso que aí estamos retirando algo…</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>ANAE: O professor fala muita da população indígena. Os seus estudos baseiam-se maioritariamente na população indígena?</strong></p>
<p><strong>Professor Hector Muñoz Cruz</strong> : Sim!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ANAE: Defina, o que é para si, a população indígena?</strong></p>
<p><strong>Professor</strong> <strong>Hector Muñoz Cruz</strong>: São pessoas que tem origem históricas, são os primeiros povoadores do território que foram sepultados ou mal entendidos por colonizadores espanhóis, portugueses e europeus, e essa relação nunca foi esquecida. Toda essa gente tem o sentimento de invasão, que os colonizaram. O povo indígena são os que pertencem a esse sector, os que estavam lá quando chegaram os europeus e outros colonizadores. Infelizmente, a palavra indígena já se contaminou muito por um conceito de inferioridade, o que é lamentável porque têm vindo a demonstrar que tem saberes tão fortes como qualquer outro povo; têm sistemas simbólicos muito elaborados; têm uma moral bastante harmónica com a natureza, e esse estigma do indígena esconde muito o que são essas civilizações. No México, estamos falando de povos que foram tão civilizados como os egípcios, há muito tempo que estavam em dinastias, um grande império que se estendeu por toda a América então essas não correspondem, sendo considerados selvagens, primitivos ou antropófagos? Sendo civilizações fabulosas, realmente, não? Esta ideia dos coloniais tem vindo a arrastar-se e aí criou-se todo um problema histórico, como que um espírito da sociedade que está um pouco, como se diz, lastimável. Tal problemática é também contemporânea, a população indígena de hoje é multicultural, também acede ao rock, à cultura punk, à moda, e nós todos seguimos, como que castigando, dizendo não podem ser modernos, não podem ser roqueiros, não podem ser… então está ai um castigo que se vai dando de certa maneira. Enfim, é claramente, um tema ético muito profundo, muito sério.</p>
<p><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/DSCN9323.jpg" rel="lightbox[2325]"><img class="alignleft  wp-image-2327" title="DSCN9323" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/DSCN9323.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></p>
<p><strong>ANAE: Qual o papel da educação nas diferentes sociedades e culturas que conhece? Já nos falou um pouco, mas…</strong></p>
<p><strong>Professor</strong> <strong>Hector Muñoz Cruz</strong>: Eu diria que a sociedade, bom, não conhecemos muito bem esse fenómeno… nós interiorizamos, para o bem ou para o mal, o modo egocêntrico da vida, da cultura cristã ocidental que chegou à Europa e obrigou-nos a adaptarmo-nos. Essa ambição é profundamente monocultural e custa-nos muito imaginar que há outras formas de organizarmos a vida, de convivência, de valores. Dessa forma, julgo que é isso que temos agora como humanidade, e ampliamos a perspectiva a transitar (esse é um pouco o tema da palestra) temos que tentar ver como entramos nessa transição sem que isso seja um choque, um trauma, um grande conflito, vendo-o como um enriquecimento nosso, uma nova harmonia que descobrimos como seres humanos. E um obstáculo é que não temos um bom conhecimento do que é uma cultura, pensamos que a cultura é algo material, o tipo de casa que temos, o veículo que usamos, o tipo de computador, e não a vemos como uma capacidade. A cultura é a capacidade de nos adaptarmos ao que temos em nossa volta e dar-lhe nome, classificar-lhe por nome, relacionar as coisas entre o material e o espiritual, tudo isso é algo virtual. É uma realidade que tem como resultado ser sempre diferente, porque cada um dá uma resposta distinta à sua natureza. Vale o paradigma dos direitos culturais que, no fundo, refere que a sociedade deve respeitar a capacidade de cada um ser como quer ser, ser diferente, e não porque tem um carro bom, um vestido caro, ou a cor da pele… Mas sim, alguém que tomou sua decisão, a sua liberdade, a sua racionalidade e esse é o conceito da cultura. No México, por exemplo, é muito mais frequente do que se possa pensar e os indígenas têm cultura porque vivem num bairro diferente, tem uma bebida distinta, preparam uma comida de outra maneira Nesse sentido, creio que estamos com melhores condições para entender tal fenómeno, nomeadamente na educação superior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ANAE: Que diferenças encontra entre a educação superior do México e a nossa educação superior de Portugal? </strong></p>
<p><strong>Professor Hector Muñoz Cruz</strong>: A educação superior de México está atravessada por, diria duas ou três grandes diferenças. Primeiro a pública e a privada, o ensino privado adapta-se mais à lógica do mercado, da economia liberal, logo oferece, mais rapidamente, postos de trabalho, informação de administração, de computação, de empresas; e a educação pública é mais tranquila, mais aceitável, ou menos adaptável a isso, mas ambas tem origem financeira muito diferente. No México a educação pública é 100% do estado e esse financiamento é sempre curto! Por exemplo, actualmente, o único dinheiro que tem disponível é para pagar os salários e manter os campos, dinheiro para pesquisas, para publicações, para a área cultural está sempre fora, é aí que entram os concursos para receberem. No México a educação superior, também, está em muito relacionado com o seu contexto económico político, temos grandes universidades muito actuais, muito activas, muito boas, e também há universidades da província muito pobres, muito sensíveis, e… então, digamos a actividade científica académica não é geral, está sectorizada. O mais tradicional é o sector da universidade e da capital, no qual se nota muito mais a diferença com um professor da região, o que é algo bastante injusto, pois o talento não está todo na cidade. A outra diferença é que a universidade da região está muito mais ligada às necessidades económicas locais, e a universidade federal ou central está numa vocação mais universalista mais geral. Daí também nasce uma diferença enquanto a formação mais aplicada num caso e mais académica ou mais científica noutro caso. E a outra coordenada que lhe disse no começo é que o estado Mexicano tem pensado diferenciar as instituições do ensino superior, então separamos as lógicas, e agora começa a separar as ecológicas entre essa diferença está agregando agora as interculturais. Está a produzir-se uma espécie de fragmentação do sistema de educação superior, no México, desenvolve-se como algo particular político, por exemplo “há um senhor que é amigo de um ministro que conhece alguém das universidades tecnológicas, então o projecto desenvolve-se assim próprio”, “outro senhor é director de uma universidade intercultural e passa-se o mesmo” e assim surgem pequenos grupos de coordenação e isso é terrível porque não estamos a usar a mesma linguagem na educação superior, cada um com a sua organização/sua política diferente e então isso é fundamental, pois vai gerando uma espécie de estratificação da educação. O que sucede na universidade não afecta nado do que passa na educação média ou básica. Isto é muito complicado, a grande reforma, na actualidade/no geral devíamos fazer uma reforma sobre o multiculturalismo, um fenómeno que estamos a viver mas como estão tão separados os sistemas educativos é muito complicado de implementar uma coordenação laboral, muito difícil. Os governos anteriores do México pensaram implementar princípios multiculturais na educação básica nada mais, mas cometeram um problema pois só o aplicaram na população indígena, como se os únicos que tinham de ser multiculturais fossem os indígenas e os demais apenas se quisessem, como voluntários. Agora isso gerou um grande problema, como é algo que terá de ser aplicado para todos, o que não é nada fácil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ANAE: Nas pesquisas que fez, nas conversas que tem tido com os investigadores que tem trabalhado, nomeadamente os investigadores portugueses, tem alguma opinião formada relativamente à educação portuguesa e à política da linguagem superior em Portugal?</strong></p>
<p><strong>Professor Hector Muñoz Cruz:</strong> Não conheço muito, mas convosco não é fácil. Eu já trabalhei no Brasil e sei que lá é um pouco mais organizado, mas penso que aqui em Portugal há um clima de abertura de toda a União Europeia para mover/abrir os idiomas/culturas. Então, Portugal, os portugueses terão de trabalhar muito contra o inglês, contra o francês, pois são línguas muito mais preferidas de certa forma, nos organismos comunitários. Isto afecta também o espanhol, o catalão, o basco e português. Mas este último tem as melhores condições para o fazer, digamos que o português é uma língua do galego que só isso é forte, imperial, estável, é nacional, língua rica e há gente que não a quer continuar, há uma certa incapacidade de juntar com o catalão, não é visto com bons olhos, eu creio que nesse sentido a língua portuguesa tem muito mais condições de se ampliar. Para além disso é uma língua muito suave, muito bonita, escuta-se muito bem.</p>
<p><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/DSCN9324.jpg" rel="lightbox[2325]"><img class="alignleft  wp-image-2328" title="DSCN9324" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/DSCN9324.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ANAE:</strong> <strong>Achamos ainda importante que o professor nos recomende dois livros que considere fundamentais sobre educação.</strong></p>
<p><strong>Professor Hector Muñoz Cruz:</strong> É difícil, mas vou pensar de maneira egocêntrica… Nós temos um livro que se chama “Educação e línguas em fenómenos multiculturais”, é um livro que tem o professor Ricardo e, justamente, também vai ao encontro do que perguntaram. Tem a ver com debates em Itália, Alemanha, Andaluzia, Nicarágua, é uma espécie de apresentação desta discussão sobre educação multicultural em países europeus e americanos. É um livro que mostra como há problemáticas comuns, como por exemplo, a emigração, há muitas correntes migratórias na América Latina, Brasil, América do Sul, México, Estados Unidos, Chile. É um debate entre todos e na Europa é a mesma coisa, desde Africanos, Alemanha e assim. Este parece-me um bom livro e outro que recomendo, aos educadores, chama-se “Antropologia para educadores”, publicou o Dr. Francisco Javier Garcia Castan, é um livro muito bom, publicado em conjunto com outro professor e nele há um autor que aprecio muito, porque nos mostra como aprender a analisar o que se passa nas aulas e nas turmas, e há uma teoria muito potente, a “Etnografia da Comunicação”. Nesse livro há um artigo de Dr. <em>Frederick Erickson, não me recordo o título, ele apresenta um método para observar aulas/turmas, que aplicámos já no México com bons resultados. Erickson é um discípulo de um grande teórico que se chama John Gumperz que é um pioneiro da etnografia da comunicação, então Eriksson , enquanto professor aplica-a na pedagogia e propõe um modelo baseado em dois conceitos: o primeiro conceito dá especial atenção às aulas e às falas/discursos que dizem os alunos e como o dizem, o segundo conceito refere-se à “tarefa académica”, é muito útil porque no geral numa turma existem vários propostos académicos para vários alunos, dependendo da turma, do plano de estudos do professor, é um conceito que dá atenção ao problema da cognição, da lógica, da ética. Recomendo sinceramente este. Este autor tem muitos livros, o primeiro está publicado pela Universidade metropolitana do México, portanto não tem grande distribuição, a outra edição foi publicada por uma editora espanhola, muito mais expandido.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em><strong>ANAE:</strong></em><em> <strong>E dois conselhos que sejam também importantes na educação?</strong></em></p>
<p><em><strong>Professor </strong></em><strong>Hector Muñoz Cruz<em>: </em></strong><em>Eu creio que algo fundamental está dependente da situação de aprendizagem, às vezes prendemo-nos à ideia de que o tema é o fundamental, mas penso que isso é apenas um pretexto, nada mais, o importante é como organizar a situação para que vamos conhecendo as coisas, como vamos fazendo perguntas. Creio que este é um aspecto fundamental para podermos criar situações de aprendizagem. Creio também que a afectividade na comunicação entre o professor e os alunos e entre este entre si, cria um clima muito rico e solidário, sem grande competição, um directismo solidário, parece-me algo etno-motivacional, aprendendo com todos, tendo em conta a postura mais modesta, mais aberta do professor. Penso que isso seria um bom princípio de trabalho.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em><strong>ANAE: Para terminar, o que leva de Portugal? Alguns pontos de reflexão diferentes? Novas estratégias?</strong></em><em></em></p>
<p><em><strong>Professor </strong></em><strong>Hector Muñoz Cruz<em>: </em></strong><em>Bom, a mim parece-me uma sociedade muito suave, muito calma, mas um pouco apagada em relação a outros países europeus, mas muito humano. Distinto de outras culturas como a Itália, a Alemanha, Espanha, que são mais fechados. Aqui parece-me ser algo mais aberto, mais atento, uma maravilhosa terra. Mas também um povo um pouco triste “que não vai bem”, preocupado com a crise, “Cada un com sus dolores”. No México existe o problema da violência, é algo maioral em todo o país, massacres, tráficos, algo lamentável. O facto de não nos podermos sentir seguros o medo, é algo que se passa um pouco por todo o lado.</em></p>
<p><em>O facto de Portugal se ter juntado ao projecto da União Europeia, pensando que iria mudar para melhor e é um pouco a causa de tudo isto. Não há perspectivas de saber como se irá mudar esta problemática. Mas não é só em Portugal, o mundo tem este grande problema.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em><strong>ANAE: Vai voltar?</strong></em></p>
<p><em>Sim, seguramente! Daqui a um ano voltarei para um encontro em Espanha e passarei por cá. Também convidei o professor Ricardo para ao ir México para fazer um convívio entre universidades, para fazer uma pesquisa sobre a educação multicultural lá e cá e vamos também fazer uma espécie de doutoramento entre Leiria e México… é uma boa ideia, não?</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>RESUMEN DE CVITAE</h1>
<p><strong>Estudios</strong> de licenciatura en Pedagogía en Castellano en la Universidad del Norte de Antofagasta, Chile. Estudios de Doctorado en lingüística hispánica, Centro de Estudios Lingüísticos y Literarios, El Colegio de México, México DF. Miembro del Sistema Nacional de Investigadores, Nivel II. Responsable Proyecto de Investigación CONACYT ‘Dominio lingüístico y académico de estudiantes bilingües indígenas en algunas universidades de México: habilidades comunicativas y académicas, reflexividad sociolingüística y politicas interculturales del lenguaje’, 2009-2012. Coordinador de Lingüística, UAM-Iztapalapa, México DF. Director de la Revista ‘Signos lingüísticos’, UAM-Iztapalapa, 2009 a la fecha.</p>
<p><strong>Profesor</strong> Área de Lingüística, Departamento de Filosofía de la Universidad Autónoma Metropolitana-Unidad Iztapalapa, México DF, desde 1982. También docencia/investigación en: Universidad del Norte de Antofagasta, Chile (1970-75); Centro de Investigaciones Superiores del Instituto Nacional de Antropología e Historia (CISINAH 1978-82); Instituto de Estudios da Linguagem Universidad Estadual de Campinas, Sâo Paulo (1991), Depto. De Investigaciones Educativas del Centro de Investigación y Estudios Avanzados del Instituto Politécnico Nacional (DIE-CINVESTAV) (1995-7), Programa de Formación en educación intercultural bilingüe para los países andinos (PROEIBANDES) Universidad Mayor San Simón, Bolivia (1998-99), Maestría en Educación Bilingüe, Universidad Nacional del Altiplano, Puno, Perú y Programa de Maestría en Sociolingüística de la Educación Básica y Bilingüe, Unidad Oaxaca, Universidad Pedagógica Nacional.</p>
<p><strong>Conferencias y seminarios</strong> en: Universidad de Frankfurt (1982), Universidad Libre de Berlin (1982),  Universidad Nacional del Altiplano-Puno, Perú (1997), Universidad de Hermosillo (1989), Universidad Veracruzana (1999-2000), U. Central de Nicaragua (1998), Universidad Autónoma de Chiapas (2000-2003), Universidad Pedagógica Nacional de Oaxaca (1997 a la fecha), Universidad de Salamanca (2004), Universidad de Siena (2004) y Universidad del País Vasco, Vitoria-Gasteiz (2004), UNESCO-País Vasco (2005)- Universidad de Udine (septiembre 2005), Universidad de Siena y Universidad de Cagliari (2005), Universidad Intercultural del Estado de México, San Felipe del Progreso, 2006 y 2008.</p>
<p><strong>Consultorías/evaluaciones</strong>: Educ. Bilingüe de Puno, Perú (GTZ: 1987-88); Proyecto sociolingüístico UNICAMP, en Parque Indigena de Xingú, Mato Grosso, Brasil (1991); Educación Intercultural Bilingüe, Unicef-Ministerio Educación Bolivia (1993); Educación Intercultural Maya, Quetzaltenango, Guatemala (1996-97); Proyecto Educación Bilingüe Intercultural, regiones autónomas de Nicaragua (1995 hasta la fecha). Evaluador para la National Sciencies Foundation, USA (1996); para Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología: proyectos individuales de investigación (1996) y programas de posgrado, nivel de excelencia (1997), Asesor evaluación Modalidad Guaranihablante, Ministerio de educación, Paraguay (2001); Co-responsable Evaluación Educación Escolar Indígena, Ministerio de Educación y Cultura de Brasil (2002). Consultor UNESCO México sobre Programas Compensatorios, Proyecto Mejoramiento de la Calidad de la educación Primaria, Estado de San Luis Potosí (2003). Reunión de expertos en Educación Indígena, UNESCO, Paris 2004. Asesor del Proyecto de sistematización del Proyecto orígenes, componentes educativo y cultural, Ministerio Educación de Chile (2005-2006). Asesor del Proyecto Thakhi “Estudiantes indígenas en la educación Superior”, Universidad de Tarapacá, Arica, Chile, 2006-2007. Consultor Universidad Católica de Temuco, Chile, Facultad de Humanidades y educación (2008). Asesor del Programa de Doctorado en Educación Intercultural, Facultad de Educación, Universidad de Santiago, Santiago de Chile (2009-2010). Asesor de la Consulta Nacional reforma a la Ley General de Educación (CDI, 2011).</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Otras actividades profesionales</span></strong></p>
<p>Director de la revista <em>Signos Lingüísticos</em>, Departamento de Filosofía, Unidad Iztapalapa, Universidad Autónoma Metropolitana (2006-hasta la fecha)</p>
<p>Miembro del Comité editorial del Departamento de Filosofía, UAM-Unidad Iztapalapa</p>
<p>Director General Académico de Docencia, cargo de Dirección Superior de la Universidad del Norte, Sede Antofagasta, 1970 a septiembre de 1973.</p>
<p>Coordinador del Área de Lenguaje y Educación Artística, Dirección General Adjunta de Contenidos y Métodos Educativos, Secretaría de Educación Pública, México</p>
<p>Presidente de la Asociación Mexicana de Lingüística Aplicada (AMLA), afiliada a la Asociación Internacional de Lingüística Aplicada (AILA), desde junio de 1987 a junio de 1989. Re-electo para un nuevo período (1989-1990).</p>
<p>Redactor del Programa de Maestría en Sociolingüística educativa (educación bilingüe y educación básica), Unidad Oaxaca de la Universidad Pedagógica Nacional, 1995.</p>
<p>Consultor UNESCO-México para la evaluación de los programas compensatorio y de mejoramiento de la calidad educativa en el Estado de San Luis Potosí, México, 2004.</p>
<p>Asesor de la Organización de Estados Iberoamericanos para la sistematización del Programa Orígenes, componentes educativo y cultural, Ministerio de Educación de Chile, 2005-2006.</p>
<p>Asesor del Departamento de Antropología, Universidad Católica de Temuco, Chile, en programas de educación escolar indígena, 2006.</p>
<p>Miembro del Consejo editorial de la revista <em>Escritos </em>Universidad Autónoma de Puebla, de la revista <em>Tercer Milenio</em> Universidad Católica del Norte y del Departamento de Filosofía de la Universidad Autónoma Metropolitana, México DF.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Libros publicados</span></strong></p>
<p><strong>Bilingüismo y educación en el Valle del Mezquital, Hgo</strong> (1987), Coautoría c/Gabriela Coronado y Víctor Franco: Cuadernos de la Casa Chata, CIESAS, México.</p>
<p><strong>Funciones Sociales y conciencia del lenguaje (estudios sociolingüísticos en México)</strong>, (1987), Universidad VeracruzanaXalapa, México.</p>
<p>&#8220;Estudios del lenguaje en procesos educativos&#8221;, <strong>Colección Pedagógica Universitaria No. 15</strong>, Universidad VeracruzanaXalapa, México, (1988)  Coedición c/Sergio Téllez,</p>
<p><strong>Sociolingüística latinoamericana (1989)</strong> Coautoría c/Rainer Enrique Hamel y Yolanda Lastra de Suárez,  Instituto de Investigaciones Antropológicas, UNAM, México D.F.</p>
<p><strong>Educación bilingüe y realidad escolar: un estudio en escuelas primarias andinas (1989),  </strong>Elsie Rockwell &amp; Ruth Mercado &amp; Héctor Muñoz &amp; Dora Pellicer &amp; Rafael Quiroz, Programa de Educación bilingüe de Puno, Lima, Perú.</p>
<p>&#8220;Aplicaciones de la Investigación Lingüística en propuestas educativas&#8221;, de la revista <strong>Colección Pedagógica Universitaria</strong>, (1996), Coedición c/S. Téllez: Números 20-21, Universidad Veracruzana Xalapa, México.</p>
<p><strong>Contextos étnicos del lenguaje. aportes en educación y etnodiversidad</strong> (1993), Héctor Muñoz &amp; Rossana Podestá Instituto de Investigaciones Sociológicas de la Univ. Aut. Benito Juárez de Oaxaca., México.</p>
<p><strong>Yancuitlalpan, tradición y discurso ritual</strong> (1995): Héctor Muñoz &amp; Rossana Podestá, Serie Textos y contextos, División de Ciencias Sociales y Humanidades, UAM-Iztapalapa , México.</p>
<p><strong>De proyecto a política de Estado: La educación intercultural bilingüe en Bolivia, 1994-5, </strong>(1997), UNICEF-Oficina Bolivia, Maestría en Sociolingüística de la Educación Básica y Bilingüe de la Universidad Pedagógica Nacional, Oaxaca y Programa de Formación para los Países Andinos. Cochabamba, GTZ, Bolivia.</p>
<p><strong>Para ser gente de razón. Alfabetización bilingüe y transición improbable de mujeres mazahuas a la escritura alfabética (1997), </strong>Héctor Muñoz &amp; Sara Carrión &amp; Lucina García y Patricia Mena, Maestría en Sociolingüística de la Educación Básica y Bilingüe de la Universidad Pedagógica Nacional, Oaxaca, México</p>
<p><strong>Investigaciones Lingüísticas 3 (El significado de la diversidad lingüística y cultural en los contextos postmodernos)</strong>, Vol.3 (1996), Héctor Muñoz &amp; Pedro Lewin, Departamento de Filosofía, Universidad Autónoma Metropolitana-Iztapalapa e Instituto Nacional de Antropología e Historia, Centro Oaxaca, México.</p>
<p><strong>Signos. Anuario de Humanidades</strong> (1996), Editor de la Revista Depto. de Filosofía, UAM Iztapalapa, México.</p>
<p><strong>Español y lenguas indoamericanas: estudios y aplicaciones</strong> (1997),  Editor del Vol. 3 de, serie de Investigaciones Lingüísticas, UAM-Iztapalapa., México.</p>
<p><strong>Identidad, enseñanza y lenguaje. Impactos actuales en escuelas indígenas de Oaxaca</strong>, (1999, segunda edición 2000), Patricia Mena  &amp; Héctor Muñoz y Arturo Ruiz<strong>:</strong> Universidad Autónoma “Benito Juárez” de Oaxaca y Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología, Universidad Pedagógica Nacional, Oaxaca, México.</p>
<p><strong>Miradas y voces en torno a la educación bilingüe indígena (2000), </strong>Maestría en Sociolingüística de la Educación Básica y Bilingüe de la Universidad Pedagógica Nacional, Oaxaca y Programa de Becas al Exterior para Profesionales de la educación, Gobierno de Chile.</p>
<p><strong>Un futuro desde la autonomía y la diversidad. La situación socioeducativa en las regiones autónomas de Nicaragua y otros países latinoamericanos</strong>, (2001), Coordinador, Universidad Veracruzana &amp; Agencia Terra Nuova, México.</p>
<p><strong>De Prácticas y ficciones comunicativas y cognitivas en educación básica</strong>, Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología &amp; Universidad Autónoma Metropolitana-Iztapalapa, México, noviembre de 2001.</p>
<p><strong>Rumbo a la interculturalidad en educación (2002):</strong> Maestría en Sociolingüística de la Educación Básica y Bilingüe de la Universidad Pedagógica Nacional, Oaxaca Universidad Autónoma Metropolitana-Iztapalapa, México, Instituto de Investigaciones Sociológicas de la Univ.Autónoma Benito Juárez de Oaxaca., México.</p>
<p><strong>Educación escolar indígena en México: del indigenismo a la interculturalidad institucional </strong>(2006: UNESCO &amp; Secretaría de Educación Pública, México (en prensa). Versión preliminar CD).</p>
<p><strong>Identidades y competencias. La  educación bilingüe en la costa caribe de Nicaragua y en otros contextos multiculturales</strong>. (2005), Coordinador, edit. Lincom, Munich.</p>
<p><strong>Lenguas y educación en fenómenos multiculturales, </strong>Departamento de Filosofía, Universidad Autónoma Metropolitana-Iztapalapa &amp; Maestría en Sociolingüística Universidad Pedagógica Nacional, Oaxaca México (2006)</p>
<p><strong>Reflexividad sociolingüística de hablantes de lenguas indígenas: concepciones y cambio sociocultural, </strong>Departamento de Filosofía Universidad Autónoma Metropolitana (2010)</p>
<p><strong>Configuraciones y reconfiguraciones. Impactos de la reflexividad sociolingüística, de las políticas del lenguaje y de la variabilidad fónica en las lenguas históricas, </strong>Coeditor con Elizabeth Santana, Departamento de Filosofía Universidad Autónoma Metropolitana (2010).</p>
<p><strong>Educación intercultural y la estética de cambios necesarios (en prensa, </strong>Departamento de Filosofía Universidad Autónoma Metropolitana (2011).</p>
<p>Y unos 125 artículos publicados en revistas especializadas de México, Chile (9), Bolivia (3), Brasil (10), Alemania (3), Francia (2), Italia (8) y España.</p>
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<p align="right">México DF, agosto de 2011</p>
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		<title>Processos de Mobilidade Social e Intercultural</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 18:44:32 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/processos_de_mobilidade_social_e_intercultural.pdf"><br />
</a><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/processos_de_mobilidade_social_e_intercultural.pdf"><img class="alignleft  wp-image-1082" title="pdf" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2009/11/pdf.jpg" alt="" width="32" height="32" /></a><strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/processos_de_mobilidade_social_e_intercultural.pdf">Processos de Mobilidade Social e Intercultural</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/catarina_constatino.jpg" rel="lightbox[2332]"><img class="alignleft size-full wp-image-2333" title="catarina_constatino" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/catarina_constatino.jpg" alt="" width="150" height="195" /></a>Catarina Constantino</strong> é Animadora Sociocultural de Nível III pela Escola Profissional de Torres Novas. Realizou estágio profissional no Centro de Bem Estar Social da Zona Alta, Torres Novas, exercendo funções de Animação Sociocultural com crianças, jovens e idosos dinamizando alguns projectos relativos às artes na educação. É aluna do terceiro ano do curso de Educação Social da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria continuando a exercer funções em ATL como Animadora Sociocultural.</p>
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<p><strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/cristina-Felisberto1.jpg" rel="lightbox[2332]"><img class="alignleft size-full wp-image-2337" title="cristina-Felisberto" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/cristina-Felisberto1.jpg" alt="" width="150" height="195" /></a>Cristina Felisberto</strong> é Bacharel em Educação de Infância pela Escola Superior de Educação de Santarém. Exerceu funções como Educadora de Infância em vários jardins-de-infância da rede pública, estando na direcção técnica da IPSS Trendirivir – Associação Sociocultural para o Desenvolvimento do Entroncamento, valência de ATL, há alguns anos. Coordenou ainda, o Projecto Sol Nascente no âmbito do Progride – Medida II, sobre a inclusão de crianças e jovens em risco no Entroncamento. Actualmente é aluna do terceiro ano do curso de Educação Social da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria.</p>
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<p><strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/estrela-Oliveira.jpg" rel="lightbox[2332]"><img class="alignleft size-full wp-image-2335" title="estrela-Oliveira" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/estrela-Oliveira.jpg" alt="" width="151" height="161" /></a>Estela Oliveira</strong> é aluna do terceiro ano do curso de Educação Social da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria. Exerceu funções na FAP – Força Aérea Portuguesa como Cabo Adjunto, Polícia Aérea. Trabalhou durante um ano na CERCILEI em Leiria, como auxiliar da acção educativa.</p>
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<p><strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/olga-beato.jpg" rel="lightbox[2332]"><img class="alignleft  wp-image-2336" title="olga-beato" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/olga-beato.jpg" alt="" width="149" height="197" /></a>Olga Beato</strong> é aluna do terceiro ano do curso de Educação Social da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria. Exerceu funções de Auxiliar de Acção Educativa na Santa Casa da Misericórdia de Porto de Mós, na creche, Jardim de Infância e ATL, onde também promoveu várias acções intergeracionais com o lar da terceira idade da mesma instituição.</p>
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<h1>Resumo</h1>
<p>Os Processos de Mobilidade Social Intercultural são hoje uma forte temática nos debates contemporâneos Europeus. Viver numa sociedade pluricultural e com a facilidade de mobilização de pessoas entre países faz decerto repensar as políticas educativas definidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As tentativas de unificar a Europa com um quadro de competências globais e equitativas, pretende estabelecer padrões de referências plurais e reconhecidos em cada membro da União Europeia. De tal forma, que a mobilidade intercultural permitida pretende a formação de cidadãos mais críticos, mais reflexivos, inovadores e criativos, com espírito empreendedor que desenvolvam práticas de cidadania activa. Além de ser uma óptima forma de mobilidade social, na medida em que esta partilha dialéctica de aprendizagens culturais, promove novos conhecimentos e competências, que podem gerar uma maior posição social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O programa Erasmus surge como uma oportunidade de possibilitar aos estudantes do ensino superior esta aprendizagem multicultural, favorecendo o seu desenvolvimento intra e interpessoal na aquisição de conhecimentos e novas competências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, pode contribuir para a construção de cidadãos plenos, críticos e com espirito empreendedor, pela possibilidade de deterem uma experiência de aprendizagem em contextos plurais, multiculturais. Abrindo novos horizontes, traçando novos objectivos aliados a perspectivas e olhares diferentes, mais conscientes da realidade social, podendo traduzir-se num movimento de mobilidade social ascendente pois, estas experiências são cada vez mais, factores de referência na aquisição de emprego pelo reconhecimento das aprendizagens formais, não-formais e informais, como uma educação que é feita ao longo da vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Palavras-chave: </strong>Educação e Formação ao Longo da Vida, Mobilidade Social, Mobilidade Intercultural, Educação Multicultural e Programa Erasmus.</p>
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		<title>O Individuo como ser bio-psico-sócio-cultural</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 18:35:44 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Fátima Castro]]></category>
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		<description><![CDATA[O Individuo como ser bio-psico-sócio-cultural Marine Rodrigues é natural de Paris &#8211; França, onde viveu até aos 10 anos, tendo frequentou o ensino básico francês. Concluiu o ensino secundário na área de Ciências e Tecnologias, e ingressou posteriormente na licenciatura de Biologia e Geologia na Universidade de Aveiro, a qual frequentou durante o primeiro ano. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/programa_ipl_60mais.pdf"><img class="size-full wp-image-1082 alignnone" title="pdf" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2009/11/pdf.jpg" alt="" width="32" height="32" /></a><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/programa_ipl_60mais.pdf">O Individuo como ser bio-psico-sócio-cultural</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/Marine.jpg" rel="lightbox[2345]"><img class="alignleft size-full wp-image-2350" title="Marine" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/Marine.jpg" alt="" width="163" height="213" /></a>Marine Rodrigues é n</strong>atural de Paris &#8211; França, onde viveu até aos 10 anos, tendo frequentou o ensino básico francês. Concluiu o ensino secundário na área de Ciências e Tecnologias, e ingressou posteriormente na licenciatura de Biologia e Geologia na Universidade de Aveiro, a qual frequentou durante o primeiro ano.</p>
<p>Atualmente, encontra-se a finalizar a licenciatura em Educação Social na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, e no âmbito da mesma, irá realizar o estágio curricular no Foyer des Bonnesfontaines, na Suiça, com adolescentes em situação de risco.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/dor.jpg" rel="lightbox[2345]"><img class="alignleft size-full wp-image-2348" title="dora" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/dor.jpg" alt="" width="164" height="122" /></a>Dora Olival </strong>é natural de Leiria, está a finalizar a licenciatura em Educação Social, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, e anteriormente frequentou um ano no curso de Tecnologia dos equipamentos de saúde na Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Vai realizar o estágio curricular no Moinho de Papel em Leiria. Fez o curso de formação pedagógica inicial de formadores com equivalência ao CAP.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/ana.jpg" rel="lightbox[2345]"><img class="alignleft size-full wp-image-2347" title="ana" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/ana.jpg" alt="" width="157" height="152" /></a>Ana Salgueiro </strong>é estudante no Instituto Politécnico de Leiria mais precisamente na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, a frequentar o 3º ano do curso de Educação Social. Irá realizar o estágio curricular na Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, na vertente da terceira idade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><strong><a href="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/fatima.jpg" rel="lightbox[2345]"><img class="alignleft size-full wp-image-2349" title="fatima" src="http://anae.biz/rae/wp-content/uploads/2012/02/fatima.jpg" alt="" width="160" height="207" /></a>Fátima Castro </strong>é natural de Viana do Castelo, ingressou na Academia de Música da mesma cidade no ano de 1995, aos 10 anos de idade. Em 1997 deu entrada na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, tendo depois passado pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa e pela Escola Profissional de Música de Espinho onde viria a concluir o Curso básico de Instrumento (violoncelo) e de Prática Orquestral. Participou em vários masterclasses de violoncelo e estágios de orquestra, salientando-se  o 2º Estágio da Orquestra APROARTE, no Europarque, e o 3º Estágio de Orquestra APROARTE, em digressão a Berlim, ambos sob a direção do maestro Ernest Schell.</p>
<p>Frequentou dois anos da licenciatura em Ciências Religiosas no Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro. Em 2009 ingressou na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, onde frequenta o 3º ano do curso de Educação Social. No decorrer destes três anos participou em alguns encontros formativos, destacando-se o Seminário “Saúde para Todos” – no âmbito do Programa IPL 60+ –, as Jornadas “Voluntariado, Solidariedade e Cidadania”, e o “(Lei)RIA &#8211; Encontro de Apresentação do Nosso de Leiria Rede Ibero Americana de Animação Sociocultural”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Resumo</strong></p>
<p>Nas atuais sociedades ocidentais, com as mudanças sociais às quais assistimos e que têm provocado ruturas ao nível dos laços quer familiares quer sociais, tem-se verificado que o envelhecimento é vivido em parte de uma forma isolada, o que torna emergente a promoção do envelhecimento ativo através da educação e formação ao longo da vida. Assim, direcionarmos esta investigação sobre o Programa 60 + do Instituto Politécnico de Leiria parece-nos relevante por ser um exemplo claro e concreto do que pode ser a educação e formação ao longo da vida – um combate à solidão e um impulso para um envelhecimento ativo.</p>
<p>No contexto da educação de adultos, o Programa IPL 60+, que também está inserido na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, em Leiria, tem-se demonstrado importante para os indivíduos que o frequentam no sentido em que se torna potenciador de um envelhecimento ativo e, consequentemente, de um bem-estar que se estende a todos os níveis do ser-humano (biológico, psicológico, social e cultural). Numa idade em que o ser humano começa a denotar um certo degradamento ou retrocesso a vários níveis, constata-se que este tipo de educação emancipatória – propícia à convivência e, inclusive, à criação de relações intergeracionais – tem sido fundamental para prevenir o isolamento social e tem permitido um certo “retorno à vida”.</p>
<p>Esta investigação contribui para a constatação dos benefícios que advêm da frequência no Programa IPL 60+ pretendendo, também, esclarecer mais concretamente quais os impactos deste Programa nas diversas dimensões do ser humano: biológica, psicológica, social e cultural. Assim, verificámos que este criou impactos nas várias dimensões dos participantes, que a aprendizagem enquanto transmissão e troca de conhecimentos e experiências favorece o bem-estar psicossocial com impactos ao nível cognitivo e a toda a dimensão biológica.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Palavras – Chaves:</strong></p>
<p>Terceira Idade; Envelhecimento ativo; Intergeracionalidade; Programa IPL 60+; Desenvolvimento e Formação ao Longo da Vida; Ser bio-psico-socio-cultural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Abstract</strong></p>
<p>In modern Western societies, with the social changes that we have seen and that caused breakthrough in terms of both family and social ties, has been shown that aging is experienced partly in an isolated way, which demands the promotion of active aging  through education and training throughout life. Thus, it seems relevant to focus this investigation on the 60 + Program at the Instituto Politécnico de Leiria, because of the clear and concrete example of what can be education and training throughout life &#8211; a battle against loneliness and a boost to an active aging.</p>
<p>In the context of adult education, the Program IPL 60 +, which is also inserted in the Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, in Leiria, has been shown to be important for individuals who attend it, in the sense that it is an enhancer for active aging and, consequently, a well-being that extends to all levels of the human being (biological, psychological, social and cultural), because at the age when human beings begin to denote a certain degrading or reversing at various levels, it appears that this type of emancipatory education &#8211; favorable to conviviality and even the creation of intergenerational relations &#8211; has been crucial to preventing social isolation and has allowed a certain &#8220;return to life.&#8221;</p>
<p>This research contributes to the evidence of the benefits arising from the attendance in the IPL Program 60 + and wants to clarify more specifically what are the impacts on different dimensions of the human being &#8211; biological, psychological, social and cultural. Thus, we found that it created impacts on various dimensions of the participants that learning as transmission and exchange of knowledge and experience favors the psychosocial well-being impacts on the cognitive level and all the biological dimension.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Keywords:</strong></p>
<p>Elderly; Active Aging; intergenerationality; 60 + IPL Program, Development and Lifelong Education; bio-psycho-socio-cultural being.</p>
<p>&nbsp;</p>
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